DIU e contracepção em Curitiba: tipos e como é a colocação
Existe um método contraceptivo para cada fase e cada corpo — e escolher bem é mais importante do que escolher rápido. O DIU é um dos métodos mais eficazes, seguros e reversíveis que existem: pode ser usado por mulheres de qualquer idade, tenham ou não tido filhos, e a fertilidade volta logo após a retirada. A colocação é feita no consultório, em poucos minutos. Na consulta avaliamos seu histórico, seu padrão menstrual e seus objetivos para definir qual método — DIU hormonal, DIU de cobre, implante subdérmico ou outro — é o ideal para você.
Quais métodos contraceptivos existem?
Contracepção não é "pílula ou nada". Hoje há um leque grande de métodos, e o melhor não é o mais famoso — é o que se encaixa na sua saúde, na sua rotina e nos seus planos. De forma resumida, eles se dividem em dois grandes grupos:
- Métodos hormonais: pílula combinada, pílula só de progestagênio, adesivo, anel vaginal, injetável mensal ou trimestral, implante subdérmico e o DIU hormonal. Agem impedindo a ovulação e/ou alterando o muco e o endométrio;
- Métodos não hormonais: DIU de cobre, preservativo (que também protege contra infecções sexualmente transmissíveis), diafragma e os métodos definitivos, como a laqueadura. Não interferem nos seus hormônios.
Um conceito importante são os métodos de longa duração e alta eficácia — o DIU (hormonal ou de cobre) e o implante subdérmico. Como não dependem de você lembrar todos os dias, têm as menores taxas de falha no uso real, e é por isso que ganharam tanto destaque nos últimos anos.
O que é o DIU e quais são os tipos?
O DIU (dispositivo intrauterino) é um pequeno dispositivo, geralmente em formato de "T", colocado dentro do útero pela ginecologista. Ele fica ali agindo continuamente, sem que você precise fazer nada no dia a dia. Uma vez colocado, protege por anos. Existem dois tipos principais, com lógicas diferentes:
| DIU de cobre | DIU hormonal | |
|---|---|---|
| Tem hormônio? | Não — age pelo cobre | Sim — libera progestagênio localmente, em dose baixa |
| Como age | Torna o ambiente uterino hostil aos espermatozoides | Afina o endométrio e espessa o muco do colo |
| Efeito no fluxo | Tende a aumentar fluxo e cólica, sobretudo no início | Reduz muito o fluxo; muitas param de menstruar |
| Duração | Até 10 anos, conforme o modelo | Em geral 5 a 8 anos, conforme o modelo |
| Indicação comum | Quem quer contracepção sem hormônio | Quem tem fluxo intenso, cólica forte ou quer menstruar menos |
Os dois são muito eficazes — estão entre os métodos com menor taxa de falha que existem. A diferença prática está no efeito sobre a menstruação e na presença ou não de hormônio, e é aí que a conversa em consulta faz toda a diferença.
Como é a colocação do DIU?
A colocação do DIU é um procedimento simples, feito no próprio consultório, sem necessidade de internação nem de centro cirúrgico na maioria dos casos. Do início ao fim, costuma durar poucos minutos. O passo a passo é mais ou menos assim:
- Avaliação prévia: em consulta, revisamos seu histórico, confirmamos que não há gravidez e escolhemos o tipo de DIU. Às vezes pedimos um exame ou ultrassom antes;
- Exame ginecológico: um espéculo é colocado, como num preventivo, para visualizar o colo do útero;
- Medida do útero: a profundidade e o posicionamento são avaliados para colocar o dispositivo no lugar certo;
- Inserção: o DIU é introduzido, já dobradinho dentro de um aplicador fino, e se abre em "T" ao chegar ao útero. É neste momento que pode vir uma cólica rápida;
- Ajuste dos fios: os fiozinhos que ficam no colo são aparados, e é por eles que verificamos e futuramente retiramos o DIU.
Depois da colocação, é comum sentir cólica e um leve sangramento por alguns dias. Você recebe orientações de cuidado e, em geral, agendamos uma reavaliação semanas depois para confirmar que está tudo no lugar.
Colocar DIU dói?
Essa é a pergunta que mais escuto — e é justa. A parte que pode incomodar é breve: no momento em que o dispositivo passa pelo colo do útero, muitas mulheres sentem uma cólica intensa e rápida, parecida com uma cólica menstrual forte, que dura poucos segundos. Para a maioria, é bem tolerável no consultório.
O que faz diferença é o cuidado ao redor do procedimento. Quando há muita ansiedade, colo mais fechado (comum em quem nunca teve parto) ou histórico de dor importante, existem recursos para deixar tudo mais confortável: analgésico antes do procedimento, anestésico local no colo, técnica cuidadosa e, em casos selecionados, colocação com sedação em ambiente adequado. Nada disso é "regra para todo mundo" — é uma decisão individual, conversada com você. O objetivo é que a experiência seja tranquila.
O que é o implante subdérmico (Implanon)?
O implante subdérmico é outro método de longa duração e alta eficácia — só que, em vez de ir no útero, ele é um pequeno bastão flexível colocado sob a pele do braço, com anestesia local, num procedimento rápido de consultório. Ele libera progestagênio de forma contínua e impede a ovulação, com proteção que dura alguns anos, conforme o modelo.
É uma excelente opção para quem quer algo prático, não quer se preocupar com pílula diária e prefere não ter um dispositivo dentro do útero. Como o DIU hormonal, costuma reduzir ou suspender a menstruação, embora algumas mulheres tenham sangramentos irregulares nos primeiros meses. Na consulta comparamos implante e DIU lado a lado para ver qual combina mais com você.
Como escolher o método ideal?
Não existe "melhor método" no vácuo — existe o melhor método para você, agora. Na consulta, alguns pontos guiam a escolha:
- Seu padrão menstrual: fluxo intenso e cólica forte pesam a favor do DIU hormonal; vontade de manter a menstruação natural, a favor do DIU de cobre;
- Preferência por hormônio ou não: há ótimas opções nos dois caminhos;
- Seus planos de gravidez: quer engravidar em breve, daqui a anos, ou não pretende mais? Isso muda a recomendação;
- Sua saúde e histórico: enxaqueca, pressão, trombose, tabagismo, amamentação e outras condições ajudam a definir o que é seguro;
- Sua rotina: se lembrar da pílula todo dia é um desafio, os métodos de longa duração são libertadores;
- Seu conforto: sua opinião e suas preferências fazem parte da decisão — contracepção é uma escolha compartilhada.
A boa notícia é que praticamente ninguém fica sem uma opção adequada. Quando um método não combina, há vários outros para testar até acertar.
E o DIU depois dos 40?
O DIU continua sendo uma ótima escolha na perimenopausa. Além de contracepção, o DIU hormonal ajuda a controlar o fluxo intenso tão comum nessa fase e pode compor a estratégia hormonal do período de transição. Como esse assunto tem particularidades próprias — inclusive a dúvida de quando parar de usar contracepção —, ele merece um espaço só dele: veja o guia completo sobre DIU depois dos 40 e na menopausa.
Contracepção após o parto e na amamentação
Voltar a pensar em contracepção logo após o parto é importante — a fertilidade pode retornar antes da primeira menstruação, mesmo amamentando. A boa notícia é que há métodos seguros nesse período:
- DIU (hormonal ou de cobre): compatível com a amamentação e pode ser colocado no puerpério, conforme avaliação;
- Implante subdérmico e pílula só de progestagênio: não interferem na produção de leite e são opções comuns nessa fase;
- Métodos com estrogênio: a pílula combinada e o anel, por exemplo, costumam ser evitados nos primeiros meses de amamentação e são reavaliados depois.
O momento e o método ideais dependem do tipo de parto, da amamentação e da sua saúde — por isso a escolha é feita individualmente na consulta pós-parto.
Quer colocar o DIU ou escolher o método ideal?
A consulta da Dra. Vivian avalia seu histórico, seu padrão menstrual e seus planos para indicar o método certo — e a colocação do DIU é feita no próprio consultório, com todo o cuidado para o seu conforto.
Agendar pelo WhatsAppPerguntas frequentes sobre DIU e contracepção
Colocar DIU dói?
A colocação costuma causar uma cólica intensa e rápida quando o dispositivo passa pelo colo do útero, parecida com uma cólica menstrual forte, que dura poucos segundos. A maioria tolera bem no consultório. Quando há muita ansiedade ou desconforto, é possível usar analgésico prévio, anestésico local ou sedação. A consulta define a melhor estratégia.
Qual a diferença entre DIU hormonal e de cobre?
O DIU de cobre não tem hormônio e tende a deixar o fluxo mais intenso e com mais cólica no início. O DIU hormonal libera progestagênio localmente, reduz muito o fluxo — muitas param de menstruar — e alivia cólicas. Ambos são muito eficazes; a escolha depende do seu padrão menstrual e das suas preferências.
DIU engorda?
O DIU de cobre não tem hormônio e não engorda. O DIU hormonal libera dose muito baixa de progestagênio, com ação local, e os estudos não mostram ganho de peso relevante atribuível ao método. Se notar mudança de peso, vale reavaliar, porque quase sempre há outros fatores envolvidos.
Quanto tempo o DIU dura?
Depende do tipo: o DIU de cobre protege por até 10 anos e o hormonal por cerca de 5 a 8 anos, conforme o modelo. Em ambos é possível retirar antes, a qualquer momento, se quiser engravidar ou trocar de método — a fertilidade retorna logo após a retirada.
Posso colocar DIU se nunca engravidei?
Sim. Não é preciso já ter tido filhos para usar DIU — tanto o de cobre quanto o hormonal são indicados para quem nunca engravidou, inclusive adolescentes. O colo pode ser um pouco mais fechado, o que às vezes torna a colocação mais sensível, mas isso é contornável em consulta.
Sobre a autora
Dra. Vivian Lidia Pavani Gumy é ginecologista e obstetra em Curitiba (CRM-PR 28.891 · RQE 19288), formada pela PUC-PR, com residência no Hospital e Maternidade Santa Brígida e pós-graduação Estado da Arte em Ginecologia e Obstetrícia pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Atende desde 2011, com foco em saúde da mulher, contracepção, menopausa e reposição hormonal. Mais de 700 avaliações 5 estrelas na Doctoralia.
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Referências
- FEBRASGO — Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Manual de anticoncepção e posicionamentos sobre contracepção reversível de longa duração.
- FEBRASGO — Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Orientações sobre inserção e manejo do DIU.
- Organização Mundial da Saúde (OMS). Critérios médicos de elegibilidade para uso de métodos contraceptivos.
- Ministério da Saúde. Protocolos de planejamento reprodutivo e contracepção.
Este conteúdo tem caráter informativo e educacional e não substitui a consulta médica. Nenhum método contraceptivo deve ser utilizado sem prescrição e acompanhamento profissional. Revisado pela Dra. Vivian Lidia Pavani Gumy (CRM-PR 28.891 · RQE 19288).